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Os Riscos da Má Contratação e RH na Segurança

por: falecom@sigmacon.com.br Sem categoria

Hoje falaremos dos riscos de uma má contratação ou má gestão, seja dos serviços de uma empresa de segurança humana ou até mesmo de uma contratação direta de profissionais. Temos visto a cada dia na imprensa diversos casos de ações equivocadas de profissionais de segurança, quando não criminosas. Apenas para ilustrar, tivemos três casos mais recentes que mostram claramente o perigo de uma má contratação ou má gestão nesse quesito.

Em fevereiro desse ano, um segurança matou um cliente em um hipermercado na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Sem perceber que a vítima estava em estado de surto, não se contentou em apenas imobilizá-lo, precisou matar, e por mais que esse supermercado tente se eximir da culpa, alegando que o funcionário era de uma empresa terceirizada, isso não o livra de ter contratado e não estar acompanhando de perto os procedimentos e as atitudes do cotidiano do profissional.
No início de setembro, um porteiro de um prédio foi preso por mostrar e compartilhar fotos de pedofilia com as crianças do prédio onde trabalhava. E o caso mais recente, na última semana; um caso bárbaro de um adolescente, que por ter furtado uma barra de chocolate, foi chicoteado e torturado por seguranças de outro supermercado.

Em todos esses três casos, a pergunta é: Os contratantes estiveram atentos na contratação desses profissionais? Avaliaram o histórico das empresas que estavam contratando? Se preocuparam em saber se esses profissionais estavam sendo “realmente” acompanhados de perto e treinados para exercer tal atividade com qualidade?
Em todas as atividades profissionais é ponto pacificado que o treinamento é fundamental para um bom desenvolvimento das atividades laborais, avaliar o histórico e o contexto que envolvem os colaboradores são ações essenciais no campo dos recursos humanos; mas isso tudo tem custos.

O que observamos é que em grande parte das vezes o critério de contratação tem como prioridade o menor preço, e isso, às vezes, é mais perigoso do que não ter uma empresa de segurança. O correto deveria ser o melhor preço, aquele que atende todas as necessidades e expectativas, e mais, que não trará danos.

Sugerimos que sempre se busque fazer uma contratação com qualidade. Manter os olhos abertos para que os profissionais sejam treinados constantemente e talvez o próprio contratante tenha que fazer isso, mas é preciso encarar como investimento e não despesa. Óbvio que um dos pontos fundamentais na segurança são os procedimentos, mas eles de nada valerão se os profissionais envolvidos não estiverem devidamente preparados.

Para algumas empresas a segurança eletrônica veio justamente para substituir o homem, mas isso não corresponde com a realidade, pois segurança eletrônica não é segurança, e sim, uma ferramenta que aumenta a eficiência e a eficácia do processo – mas o homem ainda é fundamental.

Adalberto Santos é especialista em segurança e diretor superintendente da Sigmacon. É consultor, palestrante, analista em segurança empresarial e criminal. Possui pós-graduação de processos empresariais em qualidade, MBA em administração e diversos títulos internacionais na área de segurança.





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