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Quarentena reduz crimes contra o patrimônio em Campinas

por: falecom@sigmacon.com.br Segurança Pública

Os crimes patrimoniais, como furtos e roubos, tiveram uma redução de até 32,5% em Campinas no mês de março, quando a quarentena imposta para enfrentamento do novo coronavírus já havia começado – na cidade o isolamento começou oficialmente no dia 23 daquele mês.

Por outro lado, houve um pequeno aumento nos chamados crimes de sangue homicídios e latrocínios (roubos com morte) , segundo dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança pública).

Os roubos foram de 580 casos em março do ano passado para 391 neste ano (queda de 32,5%). No mesmo período, os furtos passaram de 1.273 para 952 (redução de 25,2%). A tendência também se verifica na comparação de março com o mês de fevereiro – neste caso, a queda de roubos foi de 28,2%, e de furtos, 19,3%.

Os furtos e roubo em geral envolvem delitos cometidos contra transeuntes (como com celulares), residências invadidas e estabelecimentos comerciais furtados. Não há especificação sobre a porcentagem de cada uma deles nas estatísticas produzidas pelo governo.

Os estupros também caíram, de 15 em março do ano passado para 11 neste ano (-26,6%).

Foram 11 homicídios em março, um a mais que em fevereiro e o mesmo número do mesmo período do ano passado. No caso dos latrocínios, embora março tenha tido apenas dois casos, o aumento é siginificativo porque no mesmo período em 2019 nenhum crime do tipo foi registrado.

Os dados da SSP referentes a março foram divulgados no final de abril. A expectativa do governo é que essa queda acentuada se confirme e, também, que as reduções de abril sejam ainda maiores, pois os indicadores diários apontam forte redução dos crimes na primeira semana do mês.

Desde o mês passado, a PM tem reforçado o policiamento destinado a evitar saques e furtos a mercados e outros estabelecimentos comerciais, assim como o patrulhamento em áreas residenciais.

OUTRO COMPORTAMENTO

“Não só a polícia [tem contribuído para redução dos furtos]. A própria população também, porque as pessoas estão em casa. Se a pessoa pula um portão para furto em residência, agora tem gente”, disse Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Vale a pena olhar e entender a natureza dessas tentativas, até para que possa ser possível planejar um policiamento orientado para isso. É até difícil registrar tentativas de furto. É bem provável que seja em algum estabelecimento comercial, o cara que tentou entrar à noite, ou até mesmo em uma residência”, disse a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.

Para os especialistas em segurança pública e integrantes da gestão João Doria, a queda de roubos e furtos era esperada diante da redução do movimento de pessoas nas ruas. O que precisa ser estudado, porém, é o aumento de homicídios dolosos (intencionais) e a queda nos estupros.

Para Lima, “é pouco provável que a violência tenha caído”, mas sim que haja falta de notificação. “A denúncia aparece quando a mãe sai de casa, alguém sai de casa, e faz o registro. No momento em que você está em confinamento, não tem oportunidade de fazer a denúncia o registro.”  

Carolina chama a atenção para o aumento das tensões domésticas. “Precisamos ficar atentos ao que está acontecendo [dentro] nas casas. Confinamento gera tensões muito fortes de convivência, que podem virar uma violência letal.”  

O especialista em segurança Adalberto Santos diz que houve aumento em praticamente todos os crimes comparando o primeiro trimestre de 2019 com o mesmo período deste ano, mesmo com o início da quarentena. Com os dados de abril, será possível avaliar melhor o impacto das medidas de isolamento na taxa de crimes.

A SSP reitera que as estatísticas criminais oficiais são compiladas e publicadas mensalmente no site da instituição, de acordo com a Resolução SSP-160. Os indicadores criminais são permanentemente analisados para a definição de políticas públicas e na orientação dos diferentes programas de policiamento em prol da segurança da população. (Com Folhapress)

Confira a reportagem completa para A Cidade ON em : https://bit.ly/2W3ujKC



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