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Novas estratégias para embarcar segurança tecnológica de alto nível com baixo investimento em projetos imobiliários

por: falecom@sigmacon.com.br Estilo de vidaGeral

Adalberto Santos, ASE

Tivemos a oportunidade maravilhosa de participar no último dia 2/6 de uma live promovida pela ADIT junto aos grandes profissionais. Creio que a discussão de alto nível abordou assuntos interessantíssimos, em especial, para investidores, empreendedores e incorporadores. Contudo tenho que reconhecer que por ter sido um tema extremamente abrangente e técnico no aspecto segurança, muitos pontos acabam inevitavelmente ficando sem uma resposta objetiva e factível para quem assistiu, uma hora foi pouco tempo para um tema com soluções tão complexas.

Estou no mercado de consultoria de condomínios de alto padrão e loteamentos planejados há 30 anos, com mais de 500 projetos executados. Já vimos muitas coisas: desde cases de enorme sucesso no campo da segurança , até aqueles que não foram tão bem sucedidos assim, então a melhor maneira de podermos contribuir é sermos objetivos e pontuais para cada um dos temas.

A.        Boa parte das pesquisas com prospects quando perguntados os quesitos que lhe atraem em um empreendimento, segurança desponta com índices em média de 91 pontos de 100.

B.        Hoje o cliente final, não quer saber se terá sistema eletrônico ou aplicativo  de segurança, ele quer uma solução que traga segurança e conforto, para tanto é necessário se olhar o assunto de forma macro e holística, contemplando meios humanos, organizacionais, tecnológicos (sejam passivos ou ativos) e sociais (como aquela comunidade vai ou quer se comportar coletivamente?), essa é a grande equação a se resolver.

C.        Ao contrário de um projeto de segurança para uma indústria onde, por exemplo, o plano é desenvolvido e aprovado pela direção da empresa e os demais cumprem, em um empreendimento imobiliário, temos que apresentar um plano através do endomarketing, ou seja, precisamos convencer o cliente que aquilo é o melhor para ele, para sua segurança e de  sua família. Precisamos desmitificar o que é sentimento de segurança e a real segurança. Sim, a real segurança, pois nada é mais perigoso que a falsa sensação de segurança.

D.        O empreendedor precisa entregar algo atrativo, com custos razoáveis de aquisição, manutenção e que demonstre seu diferencial. Desde o princípio, o melhor produto que ele pode entregar em segurança é demonstrar seu comprometimento com o cliente.

E.        Não existe solução sem um estudo sério, não existe produto baratinho, o que existe é qualidade. Conceitualmente qualidade é o produto adequado ao uso e que atenda as expectativas do cliente, podendo ou não ser algo com custo baixo, pois os parâmetros para mensuração de custos são muito diversos e relativos.

F.        Analogamente uma consultoria de Segurança é como um médico, que antes de dar o remédio, faz exames, investiga as causas, para depois dar soluções científicas e sólidas. Todos nós sabemos as consequências de se tomar remédio por conta própria.  

G.        O empreendedor pode sim, criar um projeto para seu empreendimento, faseado (implantando em diversas fases) usando mecanismos de mercado, tais como comodato, locação e outros mecanismos, desde que no início do projeto. Vários aspectos estão envolvidos: jurídico (formatação do compromisso de compra e venda, estatuto da associação e demais itens que devem ser avaliados). Deve-se avaliar o que ele pretende quanto a apresentar um diferencial e que possa efetivamente ”marketizar” e agregar valor ao seu produto, demonstrando profissionalismo e técnica (transformar um projeto de segurança de custo em investimento). Atualmente, todos têm informações e sabem um pouco de cada coisa, é necessário sistematizar essas informações para o cliente para que este tenha clareza e tenha capacidade de enxergar que o produto daquele empreendedor é diferente no que tange a segurança.

H.        Hoje em dia, embarcar um conjunto de tecnologias na entrega do empreendimento não é um bom negócio para o empreendedor nem para a associação, pois, nos dias atuais, os meios tecnológicos ficam obsoletos e sucateiam com grande facilidade, então o melhor é criar mecanismos que ajudem seu cliente final a ter up grades constantes mantendo de certa forma o sistema sempre atualizado.

I.        Quando você embarca tudo de uma vez, a associação muitas vezes por inexperiência deixa a manutenção degringolar e depois credita a você empreendedor, alegando que colocou algo de baixa qualidade, os mais experientes com certeza já viram esse filme.

J.        O empreendedor deve estar devidamente protegido por um projeto, para no caso de possíveis problemas futuros, estar com todas as fases devidamente documentadas. Com certeza isso trará muito mais tranquilidade, protegerá sua marca, sua imagem, sua história e menos retrabalho; retrabalho é prejuízo.

K.        Nunca se esqueça , cuidado com o baratinho, (não que eu seja contra, existem algumas coisas que podem ser sim, mas outras não), dependendo do que for colocado, o preço do retrabalho é muito maior, projetar orçamento é ter previsibilidade e retrabalho não se sabe o que prever.

L.        Com um bom planejamento em segurança pode-se ter minimização de riscos, desde um condomínio fechado de alto padrão, até um bairro aberto popular, basta se entender o que eu quero fazer, como eu quero fazer e quanto estou disposto a investir e qual será o retorno dessa decisão.

M.        Segurança lida com vidas humanas, acima de proteger o patrimônio, temos que apresentar uma solução que deixe o cliente final seguro e confortável na medida certa, pois afinal de contas teremos o próximo empreendimento para lançar e nosso melhor garoto propaganda é o nosso ex-cliente; aliás não existe ex-cliente, Cliente é para uma vida toda.

O consultor a priori, não tem um parafuso se quer  para vender, seu produto é um profundo e efêmero conhecimento técnico sobre o tema, ética e moral, justamente isso que me atrai na ADIT e seus membros; essa ânsia pelo conhecimento e melhoria contínua. Fazer o certo, não porque temos que fazer o certo, mas fazer o certo,  simplesmente porque é o certo a se fazer.

Enfim, um bom planejamento, às vezes, pode dar um pouquinho mais de mão de obra no início, mas com certeza é extremamente compensador no final.



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